A História do Museu de Artes Aplicadas
O Museu de Artes Aplicadas foi fundado em 7 de março de 1863. O Imperador Francisco José I estabeleceu a instituição com o propósito de estreitar o abismo entre as belas artes e o design funcional. Esta visão foi inspirada pelo modelo do South Kensington Museum, em Londres. Em seus primórdios, a instituição era conhecida como k. k. Österreichisches Museum für Kunst und Industrie.
Rudolf von Eitelberger serviu como o primeiro diretor do museu. Sob sua liderança, a instituição iniciou sua missão de integrar a formação artística à produção industrial. Esta abordagem visava oferecer uma base sólida tanto para designers quanto para o público em geral. O museu ocupa sua localização atual desde 1871.
A Arquitetura do Edifício Histórico
O Museu de Artes Aplicadas ocupa uma posição de prestígio no número 5 da Stubenring, no primeiro distrito de Viena, a Innere Stadt. Projetado pelo arquiteto Heinrich von Ferstel e concluído em 1871, o edifício permanece em sua localização original desde então, servindo como um testemunho sólido da história da cidade. A estrutura reflete uma síntese deliberada entre a elegância clássica e a utilidade moderna, oferecendo um receptáculo permanente e majestoso para as coleções que habitam o seu interior.
Ao cair da noite, o exterior do museu atravessa uma metamorfose visual através do MAKlite, uma instalação de luz permanente ao ar livre criada por James Turrell. Esta instalação banha a fachada em brilhos etéreos, transformando a aparência do edifício de pedra. O jogo entre a luz e a arquitetura garante que a construção permaneça como uma presença vibrante na paisagem urbana muito depois de o sol se pôr.
Uma Coleção Diversa e Vasta
O acervo do Museu de Artes Aplicadas compreende mais de um milhão de objetos e obras impressas, formando um mosaico de criatividade humana. Esta vasta assembleia inclui mobiliário, vidro, porcelana, prata e têxteis, revelando a delicadeza e a força do fazer artístico. A instituição abriga também uma coleção permanente dedicada à Ásia, que enriquece o seu panorama cultural. Juntos, estes itens representam um amplo espectro de design e mestria artesanal, atravessando diversas eras da história.
O museu mantém uma presença digital significativa, com mais de 300.000 objetos disponíveis para visualização online, permitindo um mergulho profundo na amplitude desta coleção. Para além das artes decorativas, o museu detém uma coleção especializada de tapetes, que contribui para a extraordinária diversidade do seu património material.
Obras-primas da Coleção
A coleção abriga obras de magnitude extraordinária da era Secessionista, destacando-se especialmente aquelas que transcendem a fronteira entre as belas artes e os elementos decorativos. Gustav Klimt manifesta sua genialidade nesta instituição através de sua participação no Friso Stoclet, especificamente no design dourado concebido para o Stoclet Palais, em Bruxelas. Esta obra, datada de aproximadamente 1909, é um exemplo sublime do estilo Art Nouveau, revelando-se através do uso magistral do ouro e de padrões intrincados que dançam pelo espaço. O museu também preserva a beleza de A Árvore da Vida, uma criação de cerca de 1909 que encanta pela sua simbologia e forma.
Para além da pintura, o acervo inclui artesanatos preciosos provenientes da Wiener Werkstätte. Estes objetos são o reflexo do compromisso inabalável do movimento em fundir a visão artística com o design funcional, elevando o cotidiano ao patamar do sublime. O museu mantém estas peças como testemunhas vivas da evolução das artes aplicadas durante a transição de séculos, celebrando a união entre estética e utilidade.
- A Árvore da Vida, cerca de 1909 - Gustav Klimt
- A Árvore da Vida, Friso Stoclet, cerca de 1909 - Gustav Klimt
Exposições e Foco Contemporâneo
O Museu de Artes Aplicadas mantém um diálogo constante entre o design histórico e a inovação moderna através da sua programação curatorial. A exposição Vienna 1900 examina o período entre 1890 e 1938, concentrando-se no desenvolvimento do estilo vienense. Para aqueles interessados na intersecção entre a arte e o cotidiano, o MAK Design Laboratory ocupa aproximadamente 2.000 m² na antiga Studiensammlung, criando um espaço onde o design é examinado em relação à existência contemporânea. Colaborações especiais também ocorrem, como a exposição Van Cleef & Arpels High Jewelry × Masterpieces from the MAK Collection.
A instituição também se posicionou na fronteira digital. Em 2015, o museu tornou-se o primeiro a adquirir arte utilizando Bitcoin, especificamente ao comprar “Event listeners” de Harm van den Dorpel. Este movimento reflete um engajamento contínuo sobre como a tecnologia e os novos meios redefinem as fronteiras das artes aplicadas e da expressão digital.
